quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A base

     Em Mateus 7 dos versículos 24 a 27 vemos a história de dois homens, um prudente e um insensato, o insensato constrói sua casa (isto é, sua habitação) na areia e sua casa desmorona ao ser combatida pelas chuvas, pelos ventos. Mas o homem prudente constrói sua habitação, seu lar sobre a ROCHA.

    Nas profecias a cerca do Messias que haveria de vir sobre Jerusalém vemos que o Messias seria como uma ROCHA que o próprio Deus colocou sobre Sião, que foi desprezada pelos homens, mas escolhida e preciosa para Deus. 

Este é o Filho Amado de Deus, Jesus, em quem o próprio Deus se compraz, isto é, tem todo seu prazer. Ele é a ROCHA na qual o homem prudente constrói sua habitação, a semelhança deste homem nossa fé deve estar firmada em nosso Salvador, em tudo que Ele faz e fez por nós, por isso é importante entender tudo que Ele fez por nós. 

No relato da criação Deus faz tudo formoso em seu tempo, cria a luz, e faz separação de trevas e luz; cria o firmamento e faz separação das águas; ajunta as águas, aparece a terra e produzindo vegetação sobre a terra; cria luzeiros para indicar estações, dias e anos; cria animais e os abençoa. 

Chegando assim na criação do homem, onde Ele já não apenas fala e é feito, mas onde o próprio Deus com suas mãos cria um boneco e dentro dele sopra do Seu fôlego, boneco esse que temos testemunho do qual Deus diz: façamos o homem a nossa imagem e semelhança, e esse homem, criação de Deus obedece a Deus, seguindo seus mandamentos, tudo que Deus falava pra Ele era o certo, mas chega um dia onde o homem, que antes confiava na palavra de Deus agora começa a dar descrédito a essa palavra e começa a escutar a serpente que afirma: Deus falou que vocês morreriam se comessem do fruto do conhecimento do bem e do mal, mas na verdade não morrerão (Gn. 3:4-5).  

Nisto a comunhão que homem e Deus tinham é desfeita, e Adão que antes confiava na palavra soberana de Deus já não confiava mais, ele havia se distanciado e acaba por fazer uma escolha maldita que teve suas consequências, mas Deus por sua infinita misericórdia promete redimir o homem através de um descendente (Gn. 3:15).

E Deus por várias vezes ao longo da história tenta reunir seus filhos novamente para aquele lugar de comunhão, debaixo de suas asas, mas o povo O temeu preferindo confiar em uma falsa rocha que não podia os aproximar de Deus, antes os condenava, isto é a lei (Ex. 20:19). Tentaram se redimir por obras de suas mãos, boas obras, uma justificação própria, não entendendo que por crer somos justificados (Gn. 15:6 e Rm. 4:1-5), chegaram a um ponto de preferir crer nas obras de suas mãos, um bezerro de ouro, que possuindo boca não falava, que possuindo ouvidos não escutava, possuindo olhos não via, mas não aceitaram a redenção que Deus havia preparado pra eles por meio da fé. 

Eis que é enviado o descendente de Adão, o Filho de Deus, o filho do homem, que pelo amor de Deus veio ao mundo como homem para salvar todo aquele que nEle crê da morte e trazer para eles a vida eterna (Jo. 3:16), e o véu que separava homem de Deus já não mais existia, foi rasgado. A velha ordem de coisas é desfeita, tudo se faz novo, os pecados se vão, um novo tempo é estabelecido, a esperança vem para dentro de nós. 

A comunhão que a muito foi desfeita agora é restabelecida pela morte e ressurreição de Cristo Jesus e agora somos chamados de filhos de Deus (pela graça infinita de Deus, mediante a fé em Cristo) - a comunhão é refeita, mas desta vez o jardim está dentro de nós (Lc. 17:21), as maldições são quebradas e as consequências, culpas e pecado são perdoados. Cristo em nós, está é a esperança da glória. 

E agora tudo pode ser desfeito, mas este Reino a qual fomos constituído sarcedotes (Ap. 5:9-10) é inabalável (Hb.12:28), está é nossa confiança, a confiança que mesmo na escura noite, num vale de trevas, no meio de uma guerra, na tempestade ou na calmaria que a antecede, no barco balançando, nas águas ou no fogo, Ele está conosco. (Sl. 23:4, Sl. 91, Is. 43:2).

Já podemos descansar, pois o Senhor é nosso Pastor e de nada temos falta (Sl. 23:1), se estou cansado Ele diz: vem a mim e achareis descanso para vossas almas (Mt.11:28-29). Se estamos com sede, Ele diz: vem e beba da água vida; com fome, Ele diz: vem, coma do Pão esmagado e servido por amor de vós (Jo. 4:10, Jo. 6:35).
Nada agora pode nos separar desse amor, nem morte, nem vida, anjos ou principados, espada, frio ou nudez, nada por nos separar desse infinito amor, maravilhosa graça (Rm. 8:31-39).

É sobre essa base, essa ROCHA que devemos edificar nossa habitação, pode chover, ventar, tremer, mas a casa do prudente permanece inabalável por conta da sua base - Jesus Cristo é essa base. A base que nos sustenta no dia mal, e nos traz regozijo nos dias alegres.

Quando leio a história de Zaqueu, fico pensando de como ele se esforçou para chegar a um lugar alto para ver Jesus, e a primeira coisa que Jesus fala com ele quando o vê é para ele descer depressa, pois Ele iria repousar em sua casa. Este é um grande ensinamento para nós, podemos subir, mas o que Jesus quer é relacionamento, profundidade na comunhão. Na revelação de Jesus descrita por João vemos Jesus dizendo que está a porta e bate e quem abrir Ele entrará e ceará com ele (Ap. 3:20), ceia é um lugar de intimidade, Jesus quer entrar em nossas casas, nosso lugar de habitação e ter comunhão conosco, basta abrir as portas, descer das alturas se necessário para receber o Rei em nossa casa.

Que possamos fazer em Jesus nossa habitação, que venhamos desfrutar da comunhão que Ele conquistou por nós, adentrar no lugar santíssimo pelo novo e vivo caminho aberto por amor de nós. 

Obrigado Amado por tamanha graça e amor, Tu és bom.

Por: Antônio Marcos dos Santos