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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Realizando as Obras de Deus


v  O exemplo de Jesus
v  O significado de realizar a obra de Deus
v  Hoje, mesma pergunta – mesma resposta
èMilhares de pessoas em todo o mundo têm abandonado os seus empregos, casas e famílias para se dedicar a um trabalho que julgam ser a obra de Deus. Será que realmente estão certos? O que fazem é a obra de Deus? Temos no catolicismo aqueles que abandonaram tudo, e, em alguns casos, até mesmo o convívio com a sociedade, para "servir" a Deus, enclausurados em um convento. O mesmo acontece no budismo. Também podemos citar o caso de rapazes e moças que resolvem fazer o voto do celibato, e, apesar de suas naturezas clamarem pelo relacionamento do casamento, negam a si mesmos este desejo e direito por pensarem que isto é fazer a obra de Deus.
Para o Senhor Jesus, realizar a obra de Deus era a Sua missão. A ela devotava a Sua vida, Se consagrava, viajava, e usava todo o potencial que o Pai havia lhe dado na consecução da mesma. Nós também temos que realizá-la. O que então devemos fazer para que ela seja realizada? É o que veremos nesta lição. Podemos ver, pelo que Jesus fez, que a realização da obra de Deus começa por uma submissão ao Pai e continua por colocar a Sua Palavra em ação. E, de uma coisa podemos estar certos: se não fizermos a obra de Deus, ela não será feita. O Senhor Jesus nos deu o exemplo e nos ensinou como realizar a obra de Deus. Também mostrou o significado de tal realização, o qual é a resposta à pergunta que se faz em todo o mundo sobre o que fazer para realizar a obra do Senhor. Que, a partir de hoje, você seja um realizador de tal obra, é a minha oração.
Entre aqueles que se declaram cristãos é grande o número de pessoas que vivem mal, constituindo-se num péssimo exemplo para o Evangelho; pois, como alguém poderá dar crédito à promessa de vida abundante trazida por Jesus, se aqueles que garantem que vivem debaixo de Sua graça demonstram que a vida abundante não é real. Ela é ou não é real? Pelas promessas bíblicas, sim; pelo viver de muitos, parece que não. De quem é a culpa? Às vezes a culpa é da própria pessoa. Ela vive desleixadamente sem querer aprender o que a Palavra fala sobre a sua posição em Cristo, não assumindo os seus direitos como membro da família do Senhor.
A culpa pode cair também sobre os pregadores que não ensinam a Verdade (muitos ensinam teologia). Devemos aceitar, ainda, que a culpa pode estar em alguns casos nas pessoas que fizeram as traduções das Sagradas Escrituras. Se bem que temos que reconhecer que eles tentaram fazer o melhor e, de modo geral, foram felizes na obra que realizaram.
Mas, muitos pontos importantes foram traduzidos de um modo meio torcido, e por isso bênçãos têm sido perdidas. É o caso de João 14.13, que já temos estudado bastante nesta Escola da Fé, em que foi traduzido da seguinte maneira: E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei. Segundo esta tradução qualquer um pode se convencer de que basta pedir a bênção que ela lhe seja concedida. Mas, a verdade é bem outra: conhecemos muitos que vivem pedindo e nada recebem.
A razão é que Jesus não falou pedir no sentido que nós conhecemos por pedir e sim DETERMINAR, EXIGIR, MANDAR.
Também é o caso da cura do cego registrada em João 9:3-4 foram traduzidos deste modo: Jesus respondeu: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Se esta tradução fosse correta poderíamos acreditar que existem pessoas que nascem cegas, aleijadas e que passam a vida sofrendo para que algum dia nelas se manifestem as obras de Deus. Seguindo este raciocínio, alguém poderia argumentar que Deus não é amor; pois, Ele permite que pessoas nasçam defeituosas e vivam sofrendo, sendo privadas da visão, audição, voz e de outras funções só para que algum dia elas venham a ser curadas e Ele receba a glória. Isto não parece esquisito? Isto é horrível! Este não pode ser o caráter do nosso Deus. 1Jo 4:8 Aquele que não ama não conhece a Deus, porquanto Deus é amor.
è O EXEMPLO DE JESUS
Quando Jesus esteve aqui no mundo, curou a todos. Ele nunca aprovou o sofrimento, nem disse a ninguém que Deus queria que ele sofresse. Nesta passagem da cura do cego, Ele não falou que o homem nascera deste modo para que o Senhor Deus algum dia viesse a receber glórias pela sua cura.
Como sabemos, o Novo Testamento foi escrito na língua grega, e o grego daquela época não conhecia os sinais de pontuação como hoje nós conhecemos. Também João, ao escrever o seu Evangelho, não o dividiu em capítulos e versículos, ele o escreveu como uma carta. Atribui-se ao cardeal Hugo, falecido em 1263, ou a Stephen Langton, falecido em 1228, a divisão da Bíblia em capítulos. A divisão em versículos foi obra de Robert Steves em 1551. A tradução deste trecho teria sido melhor se tivesse sido feita deste modo: Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais. Mas para que a obra de Deus seja realizada, é necessário que façamos a obra daquele que me enviou, enquanto é dia: a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
Há uma tradução da Bíblia, feita mediante a versão francesa dos monges beneditinos de Maredsous (Bélgica), que se aproxima deste nosso entendimento. Como é diferente, não é verdade? Quantos milhões de criaturas têm sofrido desnecessariamente durante anos, porque pensavam que os seus sofrimentos lhes foram dados para que um dia as obras de Deus nelas se manifestassem e Deus recebesse a glória.
Os discípulos perguntaram: Quem pecou: este ou os seus pais para que nascesse cego? A pergunta que fizeram é bastante esquisita. Como poderia ter ele pecado antes de nascer? E, Jesus, respeitando o raciocínio deles lhes diz: Nem ele pecou, nem os seus pais. A pergunta foi respondida; porém, sobre a causa real do sofrimento, Jesus não falou nada. Talvez porque a Escritura já falara, em outras partes, que a causa de todo mal é o pecado de Adão. Porém, aproveitando a ocasião, o Senhor deu uma grande revelação: Mas para que a obra de Deus nele se manifeste, é necessário que façamos a obra daquele que me enviou.
Era Jesus, o homem, quem deveria fazer as obras de Deus. Se Ele não as fizesse, elas não seriam feitas. Durante anos, aquele cego e outros doentes sofreram, porque ninguém fazia as obras de Deus. O mesmo é verdade hoje, milhões estão sofrendo porque a obra de Deus não está sendo feita. Alguém pode sofrer durante anos mesmo sendo membro da melhor igreja: se ele não fizer a obra de Deus em sua vida, isto é, não repreender o mal, não exigir a saída das doenças e o fim do sofrimento, nada será feito.
É necessário que façamos a obra dAquele que nos enviou enquanto é dia. Para isso, recebemos essa missão do Senhor Jesus.
Indo por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem; em meu nome, expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão (Mc 16.15-18).
Quando saíram para fazer a obra de Deus, veja o que aconteceu: E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém! (Mc 16.20). Acorde, meu irmão! Já fomos enviados. Temos uma missão. Devemos fazê-la já, a partir de agora.
è O SIGNIFICADO DE REALIZAR A OBRA DE DEUS
Somos nós que realizamos a obra de Deus. Mas o que realmente significa realizar a obra de Deus? Para as pessoas que procuraram o Senhor Jesus e indagaram dEle o que era realizar a obra de Deus, Ele foi claro: E, achando-o no outro lado do mar, disseram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui? Jesus respondeu e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais não pêlos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará, porque a este o Pai, Deus, o selou. Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus? Jesus respondeu e disse-lhes: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele enviou (Jo 6.25-29). Vimos que eles procuraram Jesus porque não queriam ter trabalho para conseguir o sustento material, pois de cinco pães de cevada e dois peixinhos — um lanche de um menino, Ele fez uma multiplicação que alimentou quase 5000 homens, além das mulheres e crianças. Agora seria fácil, no raciocínio deles; quando tivessem qualquer necessidade, Ele prontamente faria o milagre.
Jesus, então, lhes adverte que deveriam trabalhar pela comida que permaneceria para a vida eterna, a qual Ele - Jesus, lhes daria. Entenderam eles que precisavam fazer algo e foram direto ao assunto, perguntando o que seria necessário para realizar as obras de Deus. Jesus lhes informou que não são as obras de Deus que temos que realizar e, sim, a obra de Deus, a qual é crer nAquele que por Ele foi enviado.
èHOJE, MESMA PERGUNTA - MESMA RESPOSTA
Esta pergunta formulada ao Senhor Jesus é ouvida em todas as partes, e a resposta é a mesma: Que creiais naquele que por Ele foi enviado. Mas o que é crer nAquele que por Ele foi enviado? Muitas pessoas garantem com a boca cheia que crêem nAquele que Deus enviou, e quando lhes perguntam quem foi que Deus enviou, respondem logo: "Jesus". De certo modo elas estão certas. Mas, a verdade é que Deus não enviou Jesus propriamente, Deus enviou a Sua Palavra; Ela encarnou-Se e nasceu Jesus. É certo que Jesus e a Palavra de Deus são a mesma pessoa. Mas, é preciso que se entenda a diferença, pois muitos garantem que crêem em Jesus, mas não vivem de acordo com a Palavra. Eles na verdade se enganam. Quem, de fato, crê no Senhor Jesus pratica a Palavra de Deus. Então, o que você fará a partir de agora? Se você não fizer a obra de Deus, ela não será feita. O que você diz? Você vai fazer a obra do Senhor?
Se você está doente ou com qualquer problema, pare de ficar pedindo a todo mundo que ore por você e que lhe ajude a conseguir algo de Deus. Decida agora mesmo a fazer a obra dEle. Torne-se num filho obediente, um praticante da Palavra.
Referências Bíblicas
João 14.13 "E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei."
João 9.3,4 "Jesus respondeu: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar."
João 9.2 "Quem pecou, este ou seus pais?"
João 9.3 a "Nem ele pecou, nem seus pais."
Marcos 16.15-18 "E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão."
Marcos 16.20 "E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguirão. Amém!"

João 6.25-29 "E, achando-o no outro lado do mar, disseram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui? Jesus respondeu e disse -lhes: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará, porque a este  o Pai, Deus, o selou. Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus? Jesus respondeu e disse-lhes: A obra de Deus é esta:? que creias naquele que ele enviou."

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Vãs Repetições

v  Por que Jesus sempre obtinha resposta?
v  O caso das vãs repetições
v  Úteis repetições
Uma importante advertência foi-nos dada pelo próprio Senhor Jesus: E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes (Mt 6.7,8). Porém, a maioria dos cristãos não dão a menor importância a este conselho do Senhor, e "quebram a cara".
Ora, se a necessidade de evitar as vãs repetições não fosse algo sério e imprescindível, o Senhor jamais teria transmitido tal advertência. Nela vemos além da inutilidade de tal ato, algo que chateia o nosso Pai, pois Ele já sabe do que precisamos antes de mencionarmos.
Se existem as vãs repetições, ou seja, as falsas e improdutivas, é porque existem as verdadeiras e produtivas repetições.
Repetir a nossa posição em Cristo — que cremos na Palavra e exigimos que o mal seja desfeito — não é coisa vã, falsa, móvel e improdutiva. É afirmar nossa decisão de não ceder um milímetro do nosso terreno, é reafirmar nossa determinação, é não ceder a nenhum argumento, é exigir que o nosso direito seja cumprido completamente.
Ninguém é ouvido por muito falar. De nada adianta ficar ao pé do Senhor atazanando-O com as suas lamúrias, pois isso não dará ao Senhor condições de lhe estender a mão e o ajudar.
O que precisa ser feito é tomar uma posição sobre o que a Palavra garante ser seu e, destemidamente, entrar na presença do Pai em oração e, em Nome de Jesus, declarar como será a partir de então aquele caso, seguindo a Palavra de Deus.
Que você, não usando de vãs repetições, seja uma bênção, é a minha oração.
èSendo a oração o nosso veículo de comunicação com o Pai, devemos aprender a fazê-la de maneira eficiente e produtiva. Há princípios a serem observados para que ela seja operante. Podemos citar alguns:
I- Féè Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam (H b 11.6).
II- O Nome de Jesusè E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei... (Jo 14.13).
Ill- O propósitoè ... para que o Pai seja glorificado no Filho (Jo 14.13).
IV- Crerè Por isso, vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis (Mc 11.24).
V- Não duvidarè Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte (Tg 1.6).
Além destes princípios básicos, há outros, de não menos importância, que também devem ser seguidos, como o de não usar vãs repetições: E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes (Mt 6.7,8).
Se não forem observados estes princípios, a oração será inútil, e nós estaremos perdendo tempo em fazê-la. É preciso que se aprenda a fazer aquilo que o Pai considera como oração. Ela deve ser algo que funcione; pois, se não for para obter resultados positivos, não devemos orar. Por outro lado, se a oração funciona, vamos usá-la com mais assiduidade.
POR QUE JESUS SEMPRE OBTINHA RESPOSTA? è Sabemos que o Senhor Jesus não operava aqui na terra como Deus. Ao vir ao nosso mundo, Ele despiu-Se da Sua glória e Se fez semelhante a nós. Porém, sem pecado: Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens (Fp2.7).
Para não sair da presença do Pai, e cumprir sempre a Sua missão, o Senhor estava constantemente em comunhão com o Pai: E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só (Mt 14.23). E, levantando-se de manhã muito cedo, estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava (Mc 1.35). E aconteceu que, naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus (Lc 6.12).
Além destes períodos de consagração, o Senhor sempre agia de acordo com as regras estabelecidas pelo Pai: Porque eu não tenho falado de mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar (Jo 12.49).
Qualquer pessoa que estiver em comunhão com o Pai, que viver uma vida de oração e agir sobre o que chamamos de princípios que norteiam a oração irá invariavelmente obter sucesso na vida.
O CASO DAS VÃS REPETIÇÕES è Os gentios - aqueles que não nasceram de novo - tentam, por todos os meios, alcançar algo de Deus. Na verdade, a maioria deles nem está interessada em saber qual é a fonte que vai lhes dar o que pedem, não se importando com o preço que terão que pagar se a fonte não for o Senhor, que não cobra nada de ninguém. É costume deles fazer repetidas orações, acompanhadas de promessas, para que o Senhor lhes dê o que por direito pertence aos que fazem Sua vontade.
É claro que o erro muitas vezes parte daqueles que são seus mestres.
É comum o penitente ir ao sacerdote buscando explicação do porquê de seu sofrimento e do porquê de não conseguir o perdão, e, por conseguinte, a paz. E o sacerdote, sem o menor escrúpulo, o induz ao erro, orientando-o a fazer tantos "Pais-Nossos" ou tantas "Ave-Marias" ou quaisquer outras rezas, o que não tem valor algum. A própria oração do Pai-nosso ensinada por Jesus não é para ser "rezada" e, sim, para ser estudada e entendida. Ela é uma fórmula, um modelo de oração.
No meio evangélico também é comum as pessoas usarem vãs repetições. Quase sempre quando vamos orar para que o povo seja cheio do Espírito Santo, pedimos às pessoas que louvem ao Senhor Deus, e praticamente em 100% dos casos as ouvimos “LOUVAR” a Deus, dizendo: Aleluia, Aleluia, Aleluia, glória, glória, glória, isto quase sempre num ritmo crescente. É claro que dar aleluias e glórias a Deus é lindo, e sempre que possível deve ser praticado, mas não como é na maioria dos casos, sem o menor sentimento.
Quando formos orar, devemos pensar bem o que estamos fazendo. As nossas palavras devem ser medidas. Devemos evitar as vãs repetições que não nos aproximam do Senhor, bem ao contrário, nos afastam dEle. Não devemos ficar "lembrando" ao Senhor que estamos sofrendo, passando por necessidades etc. Isto não quer dizer que não devemos dizer ao Senhor da nossa revolta contra a miséria, contra a doença ou contra qualquer outro infortúnio. No versículo em que o Senhor Jesus nos orienta a não usar das vãs repetições, Ele nos ensina que o Pai sabe do que precisamos, antes de nós Lho pedirmos.
Aquele que não está firmado na Palavra pode questionar, dizendo: Se Deus sabe do que precisamos, antes de Lho pedirmos, e se Ele é amor e nosso Pai e Todo-poderoso, por que Ele nos deixa sofrer?
Quem assim raciocina não conhece nada da Palavra. Pois, a Escritura nos garante que isso Ele já fez: Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude (2 Pe 1.3).
ÚTEIS REPETIÇÕES è Se existem as vãs — inúteis — repetições é porque existem as úteis. E elas podem ser feitas? Claro que sim. Quando? Principalmente no nosso combate contra o maligno: ... resisti ao diabo, e ele fugirá de vós (Tg 4.7).
O que é resistir? É ficar curtindo o sofrimento, calado, para mostrar que temos capacidade de aceitar "A vontade de Deus"? Não, isso, além de estupidez, é desconhecimento total da nossa posição em Cristo e do que nos compete fazer, além do que a vontade do Senhor para a nossa vida será sempre o melhor.
Resistir significa: oferecer resistência; opor-se. Numa invasão, o exército do país invadido resiste com armas ao invasor. No nosso caso, que é espiritual, temos que usar as nossas palavras para fazer face aos ataques do inimigo. Devemos, neste caso, usar as úteis repetições (com bom senso) até a vitória se concretizar.
O próprio Jesus usou úteis repetições na libertação do homem que vivia nu, tomado por demônios, na terra dos gadarenos: E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes. (Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo) (Mc 5.7,8).


Referências Bíblicas
Mateus 6.7,8 "E,orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito  falarem, serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes."
Hebreus 11.6 "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus  creia que ele existe que é galardoador dos que os buscam."
João 14.13 a "E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei."
João 14.13 b "Para que o Pai seja glorificado no Filho."
Marcos 11.24 "Por isso, vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis."
Tiago 1.6 "Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte."
Mateus 14.23 "E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só."
Marcos 1.35 "E, levantando-se de manhã muito cedo, estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava."
Lucas 6.12 "E aconteceu que, naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus."
João 12.49 "Porque eu não tenho falado de mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar."
II Pedro 1.3 Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude."
Tiago 4.7 b "Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós."

Marcos 5.7,8 "Que tenho eu contigo, Jesus Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes. (Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo)."

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Confissão

v  A importância da confissão
v  O que devemos confessar
v  Um exemplo prático
v  Fé e confissão
v  A verdadeira confissão
v  Fazendo acontecer

A confissão do que cremos pode ser positiva ou negativa.
Ambas são necessárias e úteis.

A confissão negativa é a que abre a porta para que o Senhor entre em uma vida.
A pessoa confessa que é uma pecadora, e que aceita Jesus como Salvador e Senhor de sua vida.
A confissão negativa deve ser usada somente no início da caminhada, em que a pessoa é salva, e depois quando a pessoa escorrega e cai em transgressão ou pecado.
A confissão negativa dá ao Senhor condições de perdoar e levantar o penitente,
Já a confissão positiva nunca deve nos abandonar.
Em todos os momentos devemos confessar o que somos em Cristo e o que nos pertence nEle.
Ela é a autorização que damos ao poder de Deus para que opere a vontade do Senhor em relação a nós.

Tanto a confissão negativa como a positiva tem que estar firmadas na Palavra de Deus.
 Desprezá-la é o pior erro que alguém pode cometer. Pois, como o Senhor Jesus afirmou: Sem mim nada podeis fazer (Jó 15.5).

ELE, O SENHOR JESUS É A PALAVRA DE DEUS.
                                                                                                                                             
Ao confessarmos positivamente o que somos na Palavra de Deus, veremos que a Palavra operará em nosso favor tão eficientemente, quanto operava no ministério pessoal do Filho de Deus.
Os mesmos resultados serão colhidos por quem agir do modo como o Senhor Jesus agia.

A VONTADE DE DEUS É QUE O REPRESENTEMOS AQUI NESTE MUNDO, COMO O SENHOR JESUS O REPRESENTAVA.
Ele quer que passemos a agir como Seus representantes, como o Senhor Jesus O fazia.
Esta é a nossa missão.

Oro para que a sua confissão seja, a partir desta lição, um verdadeiro louvor a Deus.

Observando a maneira como vive a maioria das pessoas, que se dizem cristãs, podemos concluir que são poucas que aprenderam a importância da confissão.
Na verdade, é difícil encontrar uma pessoa que viva a vida abundante que Jesus veio nos trazer.
A razão é que o povo de Deus ainda não abandonou o modo negativo de enfrentar os problemas e os ataques do diabo.

è A IMPORTÂNCIA DA CONFISSÃO
Quando, ao enfrentar qualquer problema, você diz que não conseguirá ser bem sucedido, no momento em que você faz tal afirmação, sem que perceba, você assina a sua derrota.

Este tipo de confissão dá ao inimigo condições para continuar oprimindo-o e para consumar a sua obra de destruição na sua vida.

Enredaste-te com as palavras da tua boca, prendeste-te com as palavras da tua boca (Pv 6.2).

Aquilo que você confessa, torna-se, invariavelmente, no que você será ou terá.

Quando você usa palavras negativas ou pessimistas, você está usando a própria linguagem do diabo, e, deste modo, você cria um envolvimento maligno ao seu redor que dificilmente conseguirá ver as oportunidades que estão à sua espera.
Do fruto da boca cada um comerá o bem, mas a alma dos prevaricadores comerá a violência (Pv 13.2).

è O QUE DEVEMOS CONFESSAR

A vida cristã que abraçamos é chamada pelo Santo Espírito de confissão: Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão(Hb3.1).

A palavra grega da qual foi traduzida confissão é "Homologia", que significa repetição de palavras, conceitos e figuras; falar o mesmo, ou seja: dizer exatamente o que o Senhor diz na Sua Palavra.

Devemos confessar, em todos os momentos em que uma provação vier sobre nós, o que o Senhor fala sobre aquele assunto, e sobre a nossa posição diante de todas as coisas.

Fazendo assim, estaremos colocando o poder de Deus agindo em nosso favor.

Ele diz: Eu velo sobre a minha palavra para a cumprir (Jr 1.12).

Ao confessarmos a Palavra do Senhor Deus, estamos assumindo a nossa posição no mundo espiritual.

Se não fizermos a confissão certa, jamais assumiremos a nossa posição em Cristo, e jamais tomaremos posse de qualquer bênção.

Há, ainda, um conhecimento do Senhor Deus que só nos é concedido quando nos apropriamos da Sua Palavra e A confessamos.

è UM EXEMPLO PRÁTICO

No seu corpo aparecem sintomas de alguma doença.

Olhando para o lado natural das coisas, você deve se cuidar, buscar ajuda na ciência, e pacientemente esperar que a sua saúde se restabeleça.

Alguém encontra-se com você e, educadamente, lhe pergunta, como vai? Você responde, com a maior felicidade, que não vai bem, diz que dói aqui e acolá, confessando aquilo que aparentemente é verdade.

Este tipo de atitude, mesmo despercebidamente, dá ao inimigo autorização para continuar atacando-o.

Você acabou de aceitar, embora inconsciente, aquele sofrimento.

Que fique bem claro: A tentação de doenças - sintomas - não significa que você já esteja doente; como a tentação de praticar o adultério, ou cometer qualquer crime, não o faz ser um adúltero ou criminoso.

É a aceitação - a consumação - que o faz tal.

Você pode indagar: Se estou com os sintomas da doença, devo mentir que não os tenho?
Não.
A verdade é que só em você reconhecer que os têm já está mentindo.
O Senhor Deus afirma em Sua Palavra que pelas feridas de Jesus já fomos curados.
Como alguém pode estar mal se Deus declara que ele já foi curado?

O nosso problema é que cremos mais nas coisas, nos sintomas e nas pessoas, do que em Deus.

Uma pessoa é acidentada. O corpo está todo quebrado e cheio de dores. O médico entra na sala e ela pergunta: "Doutor, como estou?" Ele responde: "Ah! você está bem, muito bem mesmo. Breve vai poder sair desta casca de gesso e viver uma vida normal."
Em seguida, entra algum amigo e lhe dirige a famosa pergunta: "Então, como está se sentindo?" A pessoa não pensa duas vezes e responde: "Oh! Estou muito bem."

Esta pessoa acha correto falar de acordo com o médico; mas, muitos cristãos se recusam a falar de acordo com a Palavra de Deus.

Quando você se firma na Palavra e A confessa (não importa o que sente), você está se unindo ao Senhor.
Quem se une ao Senhor jamais fracassará. Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito (1 Co 6.17).

è FÉ E CONFISSÃO

Já temos aprendido que fé é a certeza das coisas que se esperam, e que ela vem quando damos ouvidos à Palavra de Deus.

De nada valerá a fé - a certeza de que alguma bênção é nossa - se não agirmos de acordo com ela, confessando a posição que o Senhor declara ser nossa em relação a qualquer assunto.

A fé é como uma autorização dada pelo Senhor. Após a mesma surgir em nosso espírito, não temos mais de ficar parados, esperando o momento certo - basta agir.

è A VERDADEIRA CONFISSÃO
A linguagem da fé é a que os filhos de Deus devem ter.
Assim como os incrédulos e os tímidos (ambos não entrarão no reino de Deus) falam dos seus receios e temores, devemos confessar as nossas possibilidades em Cristo Jesus, nosso Senhor.

A confissão da nossa posição na Palavra de Deus é a ferramenta que nos fará invencíveis.
Com ela poderemos apagar todos os dardos inflamados do maligno. Temos que ser ousados no que cremos.
A confissão do que somos em Cristo fará fugir todo o exército do inferno. O Senhor Deus assim se expressa sobre a nossa confissão: Sou eu quem confirma a palavra do seu servo... (Is 44.26).

Para quem vive na derrota, o nosso modo de falar é arrogante e atrevido. Eles não entendem que esta é a linguagem de quem realmente pertence à família de Deus.

Falar a Palavra de Deus em todos os momentos e diante de todos os desafios fará com que o Deus libertador do passado entre em cena, realizando hoje o mesmo que realizava.
Esta é a cura para a igreja fracassada que conhecemos nos dias de hoje. Igreja comprada por Jesus, santificada pelo Seu sangue, revestida de poder pelo Espírito Santo; mas que vive cheia de problemas, lutas, divisões, pecados e fracassos.

A confissão verdadeira fará surgir a igreja verdadeira.

è FAZENDO ACONTECER

Agora que você está fervendo na "fé", no conhecimento de quem você é em Cristo, do que lhe pertence na Palavra de Deus, é hora de tomar uma posição firme contra as forças malignas que se levantaram para destruí-lo.

Veja ao seu redor em quantas frentes o diabo tem procurado destruí-lo. Veja todos os obstáculos que você pensava que jamais conseguiria transpor e vencer, e decididamente, com a Palavra de Deus, enfrente-os e vença-os, em o Nome de Jesus.

Ao invés de ficar na defensiva, esperando nova ofensiva do inimigo, parta para cima dele agora, exigindo que ele e tudo que é dele saiam da sua vida.

Nunca mais tenha o menor receio do inimigo. Assuma agora o que Jesus comprou para você.

Referências Bíblicas

Provérbios 6.2è "Enredaste-te com palavras da tua boca, prendeste-te com as palavras da tua boca."

Provérbios 13.2è "Do fruto da boca cada um comerá o bem, mas a alma dos prevaricadores comerá a violência."

Hebreus 3.1è "Pelo, que irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão."

Jeremias 1.12è "Eu velo sobre a minha palavra para cumprir."

I Coríntios 6.17 aè "Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito."


Isaías 44.26è "Sou eu quem confirma a palavra do seu servo."

By RRSoares